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Sociedade civil e instituições reforçam aliança em ações de segurança pública e mobilidade

(Em 27 de fevereiro de 2026)

Diálogo, união para a solução de demandas e reconhecimento do trabalho realizado no setor – foto: assessoria

Plenária conjunta do Codefoz e da CT de Segurança Pública recebeu a apresentação de dados estatísticos, debateu demandas e definiu ações.

Diálogo, união para a solução de demandas e reconhecimento do trabalho realizado pelas instituições municipais, estaduais e federais marcaram a plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz) e da Câmara Técnica (CT) de Segurança Pública nessa quinta-feira, 26. Também foram elencadas demandas a serem trabalhadas conjuntamente, envolvendo a cidade e a região trinacional.

Houve três painéis de exposições e debates, nos quais representantes de entidades da sociedade civil e do poder público puderam expor desafios e requerer soluções para problemas nas duas pautas: segurança pública e mobilidade urbana. O objetivo da aliança é buscar alternativas que possibilitem elevar a qualidade de vida do morador e a experiência dos visitantes na fronteira.

O presidente da CT de Segurança Pública do Codefoz e delegado da Polícia Federal (PF), Sérgio Luís Stinglin de Oliveira, deu início ao debate. “Essa reunião unificada demonstra a importância que o colegiado dedica a essas duas pautas, que são essenciais para a cidade e a região. É um momento importante para ouvir, avaliar e recolher sugestões”, salientou.

Foram três painéis expositivos e debates sobre segurança e mobilidade – foto: assessoria

 

O secretário municipal de Segurança Pública, Paulo Tinoco, destacou que Foz do Iguaçu, por ser fronteiriça, possui especificidades e que a integração entre as forças de segurança é uma vantagem. “É fundamental a efetividade dessa interação para que o nosso trabalho na maior tríplice fronteira do país seja efetivo.”

O presidente do Codefoz, Marcelo Brito, expôs que demandas chegam constantemente ao conselho e que a articulação entre comunidade e instituições resulta em respostas mais eficientes. “Testemunhamos o trabalho comprometido de nossas instituições. A cidade e a região crescem, surgem novas necessidades. Conjuntamente, somos capazes de intermediar e buscar soluções para problemas que não são só de Foz do Iguaçu, mas trinacionais”, apontou.

Dados e integração

Dados, estatísticas e números relevantes foram apresentados pelo policial civil Fernando Portinho, à frente do Centro de Análise, Planejamento e Estatística da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (CAPE/SESP). “São indicadores que ajudam a nortear a atuação das forças de segurança pública, cada uma delas em sua atribuição”, realçou.

O secretário-executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), Fagundes Marquardt, detalhou o funcionamento e o papel dessa estrutura na integração. “Desenvolvimento socioeconômico e segurança caminham juntos. E o papel do GGIM, há 17 anos, é ser um espaço de cooperação, articulação e alinhamento institucional”, frisou o integrante da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu.

Foz e a região trinacional

O diretor-superintendente do Instituto de Transportes e Trânsito (Foztrans), Maxwel Lucena de Moraes, e o presidente do Conselho de Desenvolvimento Trinacional (Codetri), Roni Temp, dividiram painel em que pontuaram desafios e perspectivas para mobilidade urbana e segurança viária nas Três Fronteiras. As abordagens ressaltaram o aspecto transnacional.

Demandas serão trabalhadas conjuntamente entre sociedade civil e forças de segurança – foto: divulgação

 

Infraestrutura, educação, fiscalização e preparação de um novo modelo para o transporte coletivo em Foz do Iguaçu foram citadas pelo gestor da autarquia, que também deixou uma proposta. “A provocação que lanço é para pensarmos em uma delegacia de trânsito e turismo, que tenha condição de atender esses dois segmentos, que têm necessidades específicas”, disse Maxwel.

Já Roni Temp enumerou uma série de avanços nas cidades fronteiriças, salientando turismo, comércio e logística, que exigem respostas para gargalos ainda não solucionados. “O momento na nossa fronteira é excepcional, de crescimento econômico e de atração de visitantes. Nossa união, poder público e sociedade civil, é para resolver questões que precisam melhorar.”

Novas pautas

Do debate, foram reunidas novas pautas e sugestões. Profissionais que atuam em transporte e turismo requisitaram ação conjunta para sanar problemas que envolvem as cidades da região trinacional. Também foi relatada proposta em andamento para melhorar o fluxo de motocicletas na região da aduana brasileira. Sugestão da plenária descreveu um procedimento que pode ser adotado no lado brasileiro da Ponte da Amizade para reduzir o volume de veículos na via.

 

 

 

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